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Trickster Tale

Kwaku Ananse: A Aranha Cunning

4 min de leitura

African folktale illustration – Kwaku Ananse: A Aranha Cunning

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Era uma vez, numa aldeia feliz, havia muita comida, água, paz e amizade. Mas então a chuva parou, e uma seca terrível começou. Os animais se preocupavam com o fato de terem perturbado os deuses ou de suas colheitas serem o problema. Sem comida lá fora, os animais ficaram em suas casas para economizar energia. Procuraram alimento por dias, mas não encontraram nada, e logo muitos ficaram doentes, desnutridos, e alguns até morreram. Os pássaros eram os únicos animais que podiam voar para longe para encontrar comida.

Um dia, Kwaku Ananse, um trapaceiro esperto, também procurava comida quando viu os pássaros comerem. Pediu-lhes ajuda, na esperança de os enganar. Os pássaros, conhecendo sua reputação, eram cautelosos, mas finalmente decidiram escutar. Anansane pediu a cada pássaro que lhe desse uma pena para que pudesse costurá-los juntos e aprender a voar como eles. Embora os pássaros estivessem hesitantes, eles estavam convencidos por suas palavras encantadoras e cada um lhe deu uma pena.

No dia seguinte, com suas novas asas, Anansa seguiu os pássaros para uma fazenda longe, onde encontraram bastante comida para comer. Depois de terminarem, Ananse mentiu e disse que a fazenda pertencia ao tio. Ele avisou os pássaros para nunca mais voltarem, dizendo que contaria ao tio se voltassem. Os pássaros, zangados e confusos com suas mentiras, recuperaram suas penas, deixando Anansa sozinha na fazenda sem maneira de voar para casa.

Percebendo o que tinha feito, Anansa começou a caminhar de volta para casa, o que levou vários dias. Em sua jornada, ele chegou a um rio onde um crocodilo tomava sol. Anansane pediu ao crocodilo para levá-lo para o outro lado, oferecendo-se para pagar o passeio, mas o crocodilo estava cauteloso, tendo ouvido falar dos truques de Anansa. Para convencê-lo, Ananse disse que podia escrever um bilhete nas costas do crocodilo dizendo que lhe devia dinheiro, que podia limpar quando lhe pagassem. O crocodilo concordou, curioso sobre o acordo.

Ao cruzarem o rio, Anansa desenhou um quadro feio em vez do prometido. Quando chegaram ao outro lado e o crocodilo pediu a um lagarto para verificar a escrita, o lagarto confirmou que era apenas um desenho feio. Sentindo-se enganado, o crocodilo ficou furioso e começou a procurar Anansa para se vingar.

Um dia, o crocodilo encontrou o Ananse escondido atrás de uma pedra. Anansane percebeu que não podia fugir, ou o crocodilo matava-o. Em vez disso, ele fingiu empurrar a rocha e agiu inocente, dizendo que nunca tinha visto o crocodilo antes. Ele disse ao crocodilo que o perdoou por o acusar de um crime que não cometeu. Confuso com as palavras de Anansa, o crocodilo começou a duvidar de si mesmo e deixou Anansa ir.

Aproveitando a situação, Anansanse pediu ao crocodilo para ajudá-lo a mover a rocha que ele estava fingindo levantar. Ele perguntou qual parte do corpo do crocodilo era o mais forte e qual era o mais fraco. O crocodilo disse que suas costas eram fortes o suficiente, mas avisou que se a rocha caísse sobre sua cabeça, ele morreria. Anansane estava secretamente a planear magoá-lo.

Ao erguerem a rocha juntos, Anansa a derrubou propositadamente na cabeça do crocodilo, matando-o instantaneamente. Anansane conseguiu seu truque, tornando o rio seguro do crocodilo para sempre.

No final, os truques de Anansa o ajudaram a vencer por pouco tempo, mas eles o lembraram que ser sorrateiro pode levar a sérios problemas. Suas ações mostraram que, embora a trapaça possa parecer inteligente no início, pode levar à solidão e ao dano. A história de Anansa nos ensina que a verdadeira sabedoria vem de tratar os outros com respeito e manter a confiança porque os efeitos da traição podem durar muito tempo.

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