Numa cidade grande vivia um cavalheiro muito rico. A fama de sua riqueza logo se espalhou. Um ladrão inteligente ouviu falar disso e decidiu ter alguns para si mesmo.
Conseguiu esconder - se num canto escuro do quarto do cavalheiro, enquanto este estava contando seus sacos de dinheiro. Assim que o velho senhor saiu da sala para buscar alguma coisa, o ladrão pegou duas das malas e fugiu.
O proprietário ficou espantado, ao retornar alguns minutos depois, para encontrar duas malas curtas. Não encontrou vestígios do ladrão.
Na manhã seguinte, porém, ele se encontrou com o ladrão do lado de fora da casa. O homem desonesto parecia tão confuso que o homem rico imediatamente suspeitou que era o ladrão. Ele não poderia, no entanto, prová-lo, por isso levou o caso perante o juiz.
O ladrão ficou muito alarmado quando ouviu isto. Ele procurou um homem na aldeia e pediu seu conselho. O sábio comprometeu - se a ajudá - lo se prometer pagar - lhe metade do dinheiro quando saísse. O ladrão disse que o faria.
O velho então aconselhou-o a ir para casa e vestir-se de trapos. Ele deve agitar o cabelo e a barba e comportar-se como se estivesse louco. Se alguém fez uma pergunta ele deve responder “Moo.”
O ladrão fez isso. A cada pergunta feita pelo juiz ele disse: “Moo, moo.” O juiz finalmente ficou irritado e demitiu o tribunal. O ladrão foi para casa em grande alegria.
No dia seguinte, o sábio veio até ele pela metade do dinheiro roubado. Mas ele não poderia obter nenhuma resposta, mas “Moo” do ladrão, e finalmente, em desespero, ele teve que ir para casa sem um centavo. O ladrão ingrato guardava tudo para si. O sábio lamentou muito ter salvado o ladrão de seu justo castigo, mas agora era tarde demais.



